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Introdução
A construção da Estação de Tratamento
de Águas Residuais de Parada constitui um marco assinalado
na vida e na actividade dos Serviços Municipalizados
de Águas e Saneamento da Maia.Com efeito, ao longo
em especial da última dúzia de anos, desde 1980
a 1992, levamos a cabo um grande e persistente esforço,
no objectivo de dar ao território municipal infra-estruturas
urbanas capazes de sustentarem o seu extraordinário
desenvolvimento económico e social, e capazes, ainda
de garantirem uma boa qualidade de vida.Nesse sentido, construímos
uma rede de saneamento própria que já conta
com mais de 500 quilómetros de extensão e que
cobre cerca de 98% da área do concelho.
E em simultâneo, construímos também duas
estações de tratamento de águas residuais
- a ETAR de Cambados, ora em fase de ampliação,
e a ETAR de Parada-as quais, cada uma delas, apoia duas das
bacias hidrográficas que se espraiam no território
municipal: a bacia do Onda e boa parte da bacia do Leça.
Em 1985 iniciou a sua laboração a ETAR de Cambados,
em cuja gestão recolhemos uma significativa experiência
neste domínio. Sete anos volvidos, uma nova ETAR, esta
de grande dimensão, a ETAR de Parada, começou
também a laborar. E, prosseguindo o esforço
que vimos a desenvolver, estamos a construir, na Ponte de
Moreira , a nossa terceira e ultima grande estação,
a qual assegurará o tratamento das águas residuais
da rede que apoia a parte complementar da bacia do Leça
não direccionada para Parada.
De
todo este empenho resultou a rede de saneamento que possuímos,
que é a mais extensa de toda a Região Norte,
e a mais bem equipada de todo o País, colocando o nosso
Município, neste domínio, ao nível das
áreas mais avançadas da Europa comunitária.
Fomos capazes de construir a primeira estação
de tratamento de águas residuais de toda a hoje designada
Área Metropolitana do Porto: a ETAR de Cambados. Concluímos
posteriormente a segunda estação da mesma área:
a ETAR de Parada. E concluímos aquela que é,
ainda, a terceira, estação, da AMP: a ETAR da
Ponte de Moreira.
Foi este um grande, continuado e decisivo esforço colectivo.
Um esforço no qual o Município investiu parte
significativa da sua capacidade financeira, e que a valores
de hoje, e ao longo dos anos decorridos, se cifrou em mais
de dez milhões de contos.
Um esforço colectivo que converge num objectivo programático
essencial, objectivo denodadamente prosseguido pela Câmara,
e que de modo bem grato tem vindo a ser concretamente realizado:
"FAZER DA MAIA UMA TERRA ONDE VALE A PENA VIVER".
E o expresso domínio onde se integram todas estas acções
- o saneamento básico - tem a maior relevância
nesse objectivo programático essencial "LIMPAR
A VIDA" é, ainda, e também, neste contexto,
um propósito assumido com coragem, com determinação
e com amor.
JOSÉ
VIEIRA DE CARVALHO
- Presidente da Câmara Municipal da Maia
- Presidente do Conselho de Administração
dos SMEAS da Maia
- Deputado eleito pelo círculo do Porto
- Vice Presidente da Junta Metropolitana do Porto
Características
Gerais da Instalação
A Estação de Tratamento de Águas Residuais de Parada foi
projectada para tratar dos efluentes de cerca de 75% do Concelho
da Maia, e de grande parte da freguesia de S. Mamede Infesta,
do Concelho de Matosinhos.
O projecto, concebido para a execução da estação em duas
fases, terminou em 1986, iniciando-se a construção da 1ªfase
em 1987.
Ainda durante a construção (1989), foi lançado novo concurso
para aproveitamento do biogás produzido na estação, empreendimento
que hoje dela faz parte integrante e que permitirá, dentro
de poucos anos, a sua auto-suficiência energética. O arranque
teve lugar em Agosto de 1991.
Em 1992 iniciou-se a construção de uma instalação de compostagem
das lamas desidratadas tendo em vista a sua transformação
num produto de boas propriedades agronómicas.
ETAR
Parada
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